Dia dos Namorados

Mulher e AIDS

Dossiê Mulher e AIDS

Panorama da epidemia de AIDS

A cada minuto acontecem no mundo 11 novos casos de infecção pelo HIV.
Mais de 95% dos casos estão em países em desenvolvimento.
As mulheres representam 43% dos casos em maiores de 15 anos.
Fonte: UNAIDS (dados de 1998).

Dada a condição de pobreza e desigualdade social em que vivem as mulheres, particularmente as que habitam países pobres, a AIDS tem se configurado como um dos mais graves problemas – tanto de saúde quanto social – que afetam a vida das mulheres.

Os números da AIDS no Brasil

Estima-se que existam hoje 537.000 pessoas entre 15 e 49 anos infectadas pelo HIV, sendo que as mulheres somam aproximadamente 204.000. Destas, 12.800 estão grávidas, o que sugere, numa perspectiva otimista, que até meados do ano 2000 teremos mais 240 crianças portadoras do HIV no país, a serem somadas ao total de 4.181 crianças que tiveram o vírus transmitido pela mãe desde o início da epidemia. Se contarmos ainda as mulheres menores de 15 e maiores de 50 anos, chegaremos a uma estimativa de um total de 220.000 mulheres portadoras do HIV ou com AIDS no país.
Fonte: Fiocruz e CNDST/AIDS do Ministério da Saúde, 1999.

Queda da mortalidade é menor entre mulheres

Desde 1995, com o surgimento de novas alternativas de tratamento, o número de óbitos por AIDS vem diminuindo. No entanto, esta redução não é igual para homens e mulheres. Entre 1995 e 1996, a mortalidade por AIDS continuava a aumentar no grupo populacional feminino, mesmo após 1996, a queda da mortalidade por AIDS em mulheres não tem mostrado a mesma magnitude da observada entre os homens.

Ao mesmo tempo, em se tratando de homens e de mulheres, o comportamento da mortalidade é diferente, já que em mulheres o pico da mortalidade por AIDS se concentra na faixa de 25 a 29 anos, enquanto que para os homens a faixa mais atingida é a de 30 a 34 anos.
Fonte: CNDST/AIDS, Boletim Epidemiológico - AIDS, semana de 48/1998 a 08/1999.

No Estado de São Paulo, desde 1994, a AIDS é a primeira causa de morte em mulheres de 20 a 44 anos . Desde 1996 a AIDS representa a quarta causa de óbito na população entre 20 e 49 anos, faixa em que os óbitos por doença são em geral mais raros. De fato, as principais causas de óbitos nesse segmento são as mortes violentas – agressões e acidentes de trânsito – e as causas mal definidas e desconhecidas de morte, dentre as quais estão também os casos de AIDS mal diagnosticados.
Fonte: CRTDST/AIDS-SP, Boletim Epidemiológico, junho de 1998.

Ao contrário do que já foi pensado, a adesão ao tratamento é semelhante para homens e mulheres, sendo determinada fundamentalmente pela possibilidade que a mulher ou o homem tem de assumir ser portador e de lidar naturalmente com a medicação e, ainda, em função da qualidade do acompanhamento recebido nos serviços de saúde.
Fonte: Maria Ines B. Nemes, Departamento de Medicina Preventiva/FMUSP, 1999.

Assim, as razões para a menor queda de mortalidade entre as mulheres devem ser buscadas na demora na realização do diagnóstico e na própria dinâmica da epidemia.

Interiorização da epidemia

De uma doença que inicialmente era urbana e vista como uma mazela das grandes cidades das regiões Sudeste e Sul do país, ao longo destes quinze anos tem sido verificada a interiorização da epidemia. Em 1985 havia 10 municípios no país com casos notificados de AIDS; em 1995 esse número passou para 950 .

Com exceção dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – onde existe uma participação significativa do uso de drogas injetáveis na disseminação da epidemia entre mulheres, tanto pelo uso próprio quanto pelo uso por parte do parceiro –, a interiorização da epidemia tem trazido também a sua heterossexualização.
Fonte: CNDST/AIDS, 1998.


 

 

Alianças
Carregando...