Dia da Música
Aquele que professa a arte da música, compondo peças, tocando ou cantando; aquele que faz parte da banda, orquestra ou filarmônica. A música é a arte de combinar os sons de maneira agradável ao ouvido; qualquer composição musical; solfa; execução de qualquer peça musical; conjunto ou corporação de músicos. A música é pura quando a obra é exclusivamente musical.
A expressão "música de câmara" serviu, na Renascença, para diferenciar a musica apresentada nas igrejas e teatros da que era executada nos salões das casa nobres. Atravessou várias fases, mudando sua relação com outros fenômenos musicais, com o público, compositores e executantes. Em seus primórdios, a música de câmara subsistia, graças ao apoio de grandes aristocratas e membros da igreja dispensavam aos músicos e compositores. Contavam com moradia e sustento econômico nos palácios. Embora dando aos músicos todas as vantagens, o mecenato trazia pontos negativos, pois sua carreira, bem como o desenvolvimento da própria arte, ficavam totalmente dependentes do sistemas. Com a sobrevivência dos artistas teria que depender do público pagante, o estilo mudou-se da Câmara dos nobres para as grandes salas de concerto. Passou então a concorrer e receber oposição dos outros gêneros da época que eram a música tocada na igrejas, teatros, além da sinfonia, criada para grandes orquestras (século XVIII e XIX).
Violinos – sonatas - cantadas: a atenção dada ao violino, no século XVII, na Itália, resultou pela diferenciação entre sonata de câmara e de igreja. O primeiro a estabecê-la foi o organista e sonetista Massimiliano Neri em 1644. O violino que vinha se impondo já há algum tempo ganhou com Arcângelo Corelli uma nova dimensão. Este músico, que passou para a história como exímio violinista e compositor, trouxe uma nova concepção de exploração dos recursos daquele instrumento. Compôs inúmeras sonatas e concertos grossi. Deixou para seus sucessores bases sólidas a serem desenvolvidas. Contemporâneo de Corelli, Giuseppe Torelli tocava violeta, viola tenor e violino. A ele cabe uma nova concepção de concerto de violino, acompanhado pelo órgão ou outro instrumento. Passam a tocar dois violinos, um baixo de viola e um cravo. A Torelli é atribuída a primeira edição de concertos grossi. Ao lado desses dois músicos, juntam-se os nomes de Antonio Lúcio Vivaldi e Tomaso Albinoni. A Itália conheceu ainda a cantada de câmara, graças às obras de Giácomo Carissimi, Alessandro Scarlatti, que foram continuados por Domenico Scarlatti e Giovanni Pergolese. Na Inglaterra, destaca-se Henry Purcell. Na França – Jean Baptiste Lully – compositor da Corte de Luís XV, e Jean Phillipe Rameau – que iniciou o movimento que daria ao cravo maior independência. A influência de italianos e franceses reflete-se nas obras dos alemães Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Haendel – com concertos de violino, flauta e viola de gamba. Na Áustria destacam-se o nome de Franz Joseph Haydn, que se preocupava em desenvolver o quarteto de cordas e combinações similares. O impulso de Háyaw foi retornado por Wolfgang Amadeus Mozart em composições de musica de câmara: os contrastes de temas, coloridos harmônicos e clareza do plano. Mozart destaca-se sobretudo por ter sido o primeiro a utilizar o piano na música de câmara, tornando-a mais definida. Os passos seguintes foram dados pelo alemão Ludwing van Beethoven, e pelo austríaco Franz Schubert. Gênio musical, Beethoven amplia a obra dos dois compositores (Haydn e Mozart), imprimindo uma marca pessoal até a certas formas que de tão perfeitas pareciam não permitir alterações sem prejuízo. Já na época, Beethoven havia iniciado a luta contra a situação humilhante em que eram colocados os artistas. Para atender as exigências, os músicos viam-se obrigados a se organizar em conjuntos permanentes para apresentações públicas. Surgiram vários movimentos. A comunicação dos atuais músicos de vanguarda com o grande público freqüentadores de concertos torna-se cada vez mais problemática. A partir de Debussy, são freqüentes as manifestações da platéia que se chocam ante a "loucura musical". No que se refere ao Brasil, o nome de maior destaque continua sendo o de Heitor Villa Lobos que, no entanto, embora cultivasse a música de câmara, não chegou propriamente a participar dessa corrente mais avançada e representativa do século XX.
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