Onda assassina
Naquela tarde vi o oceano bramindo no imenso infinito.
E nesse momento eu ria com se a morte não me assustasse.
Seria minha primeira vez, as lágrimas da minha espera já duravam todos os meus 20 anos, aos soluços dos que tremem eu logo entrei no mar, meus pés parecia terem pressa.
Eu estava ansiosa, afinal aquele fenômeno só acontecia a cada 48 anos.
Ela vinha como aquela que bate a porta do nada.
Ainda a vi balança uma jangada e me apressei ao seu encontro, depois só senti ela me arrastar no solo do oceano.
Arrastava uma garota, mas não minha alma; sei que meu corpo nadava ainda entre dores horríveis e morria torcendo-se em maldiçoes.
Depois foi um quadro horrível! Todos corriam reclamando o meu descuido.
Eu ouvia uivos enquanto, o meu corpo rolava sem destino rumo ao abismo escuro.
Juro que não tive culpa, tudo foi tão depressa, não sei como se passou, lembro-me apenas de ter caído.
Morrer no mar gelou a todos!
Meu despertar foi um grito de agonia.
Não queria ter morrido naquela tarde! Mas talvez valeu a pena, sei que de surfista triste, passei a ser voz de poeta solitário.
alma de ela espera meu minha momento o triste tudo