Vadio menino na cerca debruçado
Parece que olha o horizonte sem nada ver
Sem pensar no amanha que por certo virá
E trará consigo o inevitável, o futuro
Vadio menino de hoje e sem pressa
Que espia a vida pela fresta do dia
E que sabe que o amanhã não será igual
Virá a galope por uma trilha chamada destino
Vadio menino sem eira e nem beira
Que nessa sua meninince espera
Que o tempo não se apresse
E que os cheiros que no ar pairam, perdurem
Vadio menino que sorri maroto
Sem lembrar que atrás houve uma história
E pra frente há o desconhecido
Mas que não causa medo
É apenas uma espera
Uma incerteza e uma certeza de nada e de tudo
Que na cerca fica debruçada sem mais nada
Com aquele menino vadio, ahhhh menino...

