PAPEL ALUMÍNIO
Um texto escrito não é um texto falado
Um bolo de acerolas com passas no recheio
Fazer uma piscina de quatro metros não é tão difícil
Difícil mesmo é a hora do pagamento
Um papel brilhante que cai da minha mão
No momento eu quero um pão, com patê e requeijão
Fazer atrocidades muda sua vida
Mudou a do vizinho que pulou no pula-pula
Que alma desolada precisa tal embrulho
Luminoso, brilhante e bem guardado
Socialmente degolado nas garras do pavor
Pavões grandes e destruídores
No relógio ocular
Cai cinzas de alegrias
Fazendo calças nos escombros da tristesa
Falar dói, conversar machuca
Cheirar mulher no bar
Num passo de família