Minha mulher...
Edvaldo Rosa
Minha mulher tão tímida,
apaga as luzes de nossa alcova,
para só assim tirar a roupa...
E deixar abandonar-se em mim!
Minha mulher tão ávida,
em minhas costas as unhas crava,
como a querer dividir-me em nacos,
enquanto seu corpo vai me consumindo
pedaço por pedaço!
Como se eu não tivesse fim!
Minha mulher tão louca,
mete a boca em mim e me suga,
com seus lábios de volúpia,
carnudos, como polpa de fruta!
Minha mulher agindo assim
faz de mim seu manjar...
E se farta, e se sacia,
para deixar-se descansar sobre meu corpo,
como se não o tivesse cavalgado!
Eu... Eu me aninho em seu ninho de pecado,
para apaziguar as volúpias de meus sentidos,
e refazer um todo,
de todas as partes de meu corpo,
que jaz inebriado!
corpo de dividir fim meu minha mulher o querer todas