Distante
Elizabeth Misciasci
No partir, vencedor se confessa
Conquistado a sua tal liberdade
Fez sofrer e, preceito calando
Se distante és feliz de verdade!
Mas a mim que pertence este pranto
incessante na face a fluir
incrédula do total abandono
atinando os medos porvir.
Rasgando, a dor chora o peito
marcadas na alma feridas
Você já ausente condiz
desfrutando hausto a partida.
Sem impelir, permaneço... Me aquieto!
É aqui meu reduto, meu ninho
Sobrevivente que segue adiante
tentando munir o caminho.
Esta tua ida é indizível
teu nome hoje é despedida
e meu coração ofegante
sente a Injusta divisa da vida.