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Clareza cruel
Raquel T. Freitas




Nunca
sei, ao certo, o que escrever quando me deparo com um computador na
minha frente, me observando e esperando que eu bata meus dedinhos em
suas teclas duras que nunca funcionam direito quando eu quero, ou
mesmo, quando o blog sai fora do ar, sempre quando vou postar um texto
que, por um acaso, esqueci de copiar antes de clicar no botão “enviar”,
ou ainda quando utilizo papel (timbrado, nem sempre com enfeites e
desenhos cor-de-rosa) e lapiseira (claro, porque lápis já está
ultrapassado), e a ponta insiste em quebrar, ou quando utilizo uma
caneta e ela insiste em falhar.
Parece até que o mundo se vira
contra mim quando começo a escrever alguma coisa implorando para que eu
desista, antes mesmo de começar a primeira linha do meu humilde
parágrafo introdutório.
Mas, na verdade, sempre quando começo,
desembesto e escrevo um monólogo louco que ninguém nunca entende. Ora,
e quem precisa entender, além de mim mesma?
Aos que têm preguiça
ou não gostam de escrever, não sabem o que perdem... Ouvi, certa vez,
que “para lutar contra a preguiça de escrever, só praticando a escrita
sempre que possível”. Acho que depois disso fiquei com mais vontade de
escrever, não que eu não gostasse, mas sempre tive receio com “o que as
pessoas vão achar?”. Aí, parei para pensar (sim, de vez em quando isso
acontece), se até Machado de Assis em sua obra “Memórias Póstumas de
Brás Cubas” escreveu em um de seus capítulos: “Mas, ou muito me engano,
ou acabo de escrever um capítulo inútil?”, por que eu, mera fã número 1
de carteirinha de Machado, não poderia escrever textos inúteis como
tal? Pois bem, deixei de lado a estupidez e comecei a escrever.
Pararam
para pensar que quando não temos assunto, começamos a encher lingüiça e
acabamos encontrando milhões de assuntos inacabáveis em um único texto?
Ok, como não poderia deixar de ser, estou tentando fazer uma
finalização para esse parágrafo inútil em homenagem ao Grande Machado,
para que ninguém fique pensando que estou enchendo lingüiça, embora o
esteja e mal o disfarce. Muito mal, eu diria. Aliás, quanto à
“encheção” de lingüiça, eu sou expert. Sei que, muitas vezes, isso
acaba confundindo as cabeças, enlouquecendo outras, mas citando
novamente Machado em sua outra obra “Dom Casmurro”, até hoje ninguém
sabe se Capitu traiu ou não Bentinho… Então por que eu deveria
explicar-lhes o que quis dizer com este parágrafo todo?
Poderia
estar falando (bem num português horrível) sobre a conjuntura dos
países asiáticos, europeus, ou sobre a lenda do boto-cor-de-rosa
lembrada na mini-série global “Amazônia” feita por Glória Perez, mas a
quem caberia o fato de achar a leitura importante ou não, não seria a
mim. Sou apenas uma leitora, cansada de ser leitora, tentando um espaço
no mundo com alguns textos de minha autoria, que deixarei para mais
tarde acrescentá-los aqui.
Como o tempo é escasso e o sono começa a
predominar, (afinal este artigo escrevo em plena 04h30min da manhã),
vou parando por aqui, mesmo sem dar um desfeche merecedor de aplausos e
assobios a essa mistura de blábláblá monótono com lero-lero enfadonho.
Obrigada
pela leitura de quem pelo menos chegou até o fim, lembrando que este
não é o fim ainda. Se você achou a leitura enjoativa, você não tem o
mínimo de senso de humor, e não é nem merecedor de minhas palavras
(modéstia deixada guardada na gaveta da escrivaninha a sete chaves).
Mas veja pelos lados positivos, você colaborou com a visita no meu
cantinho, perdeu seu tempo sim lendo uma coisa dessas que não te
acrescenta nada de nada, mas pelo menos, você tem um espaço para deixar
seu comentário, pode xingar a vontade, o espaço é todo seu! (Não tenho
medo de cara feia, nem de bicho-papão).
Simples assim e de fácil compreensão.
Aos
que não entenderam, nem vou me esforçar a explicar, porque se você é
tam-tam das idéias, não serei eu, mera autora de um monólogo
inacabável, que irá te ajudar a entender. Procure um psicólogo,
psiquiatra, sei lá eu, que o ajude com este distúrbio.
Acho que fui clara demais hoje, mais clara que isso, só a de ovo de qualquer que seja o bicho que o bote.
'Branco como o côco, branco como o leite, branco como o dente é, brancão! OooUuuIiiÉéé...' (Castelo Rá-Tim-Bum)
Ok, agora é o fim, que comecem as palmas.
[...]
EU FALEI PALMAS E NÃO TOMATES!!!

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