Abjeta diante de ti me ponho
Quanto limite mora em mim!
Em cova funda, por vezes, me vejo
Com ternura tomas tua flor-carmim
Para onipotente te oferecer
Com onisciência todo bem
Que tu tens por merecer
Nesse “desejo” percebes meu limite
De mim nada careces
Onipotência e Onisciência sendo
Só almejas de mim as prece
Rogo-te, pois detentor de minha história:
Faz-me mansa, humilde e de ti amante
Que de tua ternura eu seja memória
A todo aquele que no mundo é errante.

