Agonia do rio
Jdcardoso
Um rio que passa solitário,
Numa noite fria de abandono.
Caminha lento alquebrado pelo tempo.
Suas águas já não são mais puras,
Já não são mais cristalinas,
Como dantes fora.
E ele está morrendo.
Pede socorro,
Mas seu pedido é abafado pela ganância
E pelo desleixo.
E ele passa,
A caminho do mar, já quase morto,
Pelo “veneno” que aos pouco o destrói,
Um rio solitário
Numa noite fria de abandono,
Caminha lento, quase se arrastando,
E embora não queira,
Tem de seguir seu rumo.
Para também contaminar,
O grande mar.
caminho de embora mais noite o pedido quase rio tempo