Insólita história
Estranhamente poético é saber o que quero sem poder cumprir o viver.
Levo e elevo o pensamento a mais longínqua galáxia e percebo o quão frágil estou.
Um semblante desesperador de dor e pavor pelo que sei não irá modificar ao acordar.
Pobre coração de amores vividos, tímidos e pobres por serem finitos... finitos.
Abrando minha insólita história como se não existisse de fato, pela estrada despercebida, pela viagem que não se finda.
O sol espera brilhar, mas a geada não finda e surge fria ofuscando meu coração dilacerado.
Guardo este estranho segredo de amar e ser amada, numa ânsia que perfura a tez enrugada pela sombra dos anos que já vivi.
Porque para mim reservo o medo que não confesso.
Num estranho paradoxo entre o querer e o não querer,
Suporto a vida como um exemplar de castigo, destes que trazemos como karmas.