Ó mãe água! Dona dos solos sagrados Saciando a sede do mundo Sofrendo o descaso profundo Dos homens em sua ganância Derrubando a vida em vão..
Aterra os rios e seus leitos Os ribeirinhos e as vazantes As matas apenas nas margens Limitando a vidas das fontes Guardadas na terra em vasos Milagrosos e cheios de encantos.
Extravasa o homem em sua egocêntria Conhece o risco mais não se preocupa Não quer saber dos distúrbios e revelia Que causa ao destruir o leito das águas Fonte de sobrevivência das futuras vidas Da humanidade que crescem em rebeldia.
Desértica será a vida sem água cristalina Num futuro bem próximo e cheio de horror Sem fontes e rios limpos como será o destino? Das multidões sedentas vagando cheias de pavor Matando e se matando nas auroras e noites sem fim Pela a água, sinônima da vida e no futuro de terror.
Abrace esta causa defenda a água Combata o desperdiço e defenda os rios As fontes ainda no solo intocáveis A poluição maldita adejando nos dias Causados pelos os homens sem alma Destruidores da esperança e da vida.