




Cada vez menos vou conseguindo ser dono da minha áurea.
Espinhos cravam-se em mim no meu mais intimo ser, que um dia despertará da vida pela sede de uma nova essência sob forma de um consolo que em mim mais há-de arder. Essa fragrância violeta e timbre cortante de mim elevar-se-á e em mim cairá, cruzando farpas entre fontes primárias renegando-se a todos os fulcros intrínsecos que ainda restar-me-ão.
Serei o pulmão de novos ventos, a clareira da vida, a força e os últimos tormentos. Serei a história da minha ficção, perpétuada na complementaridade da história de até então. O mundo como ente será mais uma cláusula da minha existência, dissipada pelo travo acre dessa nova essência.
Se sou quem sou, jamais serei quem fui. Mas se não sou quem serei é porque ainda nada sou.