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As aventuras do marinheiro Papillon

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As aventuras do marinheiro Papillon 
Débora Benvenuti



 Há muitos e muitos anos,existiu um marinheiro chamado Papillon. Ele navegou durante anos por mares turbulentos,às vezes entremeados por calmarias e foi durante esse período que ele acreditou ter chegado a um porto seguro e fez ali sua morada. Sopraram os ventos,veio a tempestade e ele firme,construiu sua família. Pensou ter encontrado um grande amor e desse amor, surgiram dois filhos, a quem ele chamou Larissa e Evan Noah. Dedicou-lhes todo amor que um pai pode dedicar a seus filhos e cada vez que pensava ter passado a tempestade sopravam novos ventos, que varriam para longe toda a esperança de felicidade. Até que um dia, ele resolveu se lançar ao mar novamente a procura de outros portos onde pudesse se abrigar dos ventos fortes que ameaçavam destroçar sua embarcação. E foi durante essa aventura, que ele chegou a uma ilha deserta, onde pensou que não existisse ninguém Percebeu, então, que na areia da praia, o AMOR havia deixado pegadas profundas em formato de coração. Curioso, decidiu seguir essas pegadas para ver se a ilha era tão deserta assim. Caminhou muito tempo e acabou chegando a uma cabana, onde percebeu que havia luz acesa. Encontrou a li uma mulher muito só, que durante muito tempo se distraia fazendo caixinhas muito coloridas e de vários formatos, onde guardava todos os sonhos que acalentava. Curioso, não resistiu à tentação e foi abrindo, caixinha por caixinha para ver o que havia dentro delas. Em cada caixinha que abria, foi descobrindo que havia sido guardados ali, AMOR, ESPERANÇA, CARINHO, AMIZADE e muitos outros sentimentos, que ele com o tampo, foi conhecendo. Um dia ele abriu a última caixinha que guardava um sentimento que ele desconhecia: A LIBERDADE. E por não conhecer o significado dessa palavra, se aventurou novamente ao mar. Tentou durante muito tempo descobrir o que isso significava e quanto mais procurava, menos entendia. Era algo diferente de tudo aquilo que já havia experimentado. E assim,ele continua até hoje, buscando em cada porto, um lugar seguro para ancorar a sua curiosidade. Depois que o marinheiro partiu em busca de novas aventura,a mulher fechou novamente cada uma das caixinhas e as escondeu em um lugar tão seguro, mas tão seguro, para que ninguém mais pudesse abri- las. E a partir desse dia, as luzes da cabana se apagaram e as pegadas da praia sumiram para sempre.

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