Sol...
Um dia passeava, passeava, e encontrei uma flor laranjada...
Aquelas que são como mato...que nascem no meio de terrenos, entre o nada.
Tão simples...tão pequenina....
Mas tinha algo de especial....não sabia o que era. Colhi para ver se depois descobria.
Fui sozinho caminhando e carregando aquela flor...
Sabe aqueles dias que tudo e todos pareciam indiferentes? Então...era assim.
Andava por aquela rua cinza, aquele céu branco e preto,
Um silêncio...tudo meio apagado.
Os pássaros não cantavam, as abelhas não zumbiam.
Só uma coisa tinha cor...aquela florzinha de cor especial.
Naquele dia, diferentemente dos demais, resolvi mudar meu caminho.
Pensei em quem sabe encontrar algo diferente. E realmente encontrei.
Não esperava naquele dia encontrar aqueles olhos lindos,
Um olhar que poderia descobrir tudo o que se passava em qualquer cabeça.
Estranho...no meio de todo aquele cinza...ela também tinha cor.
O jeito que estava parada...a maneira de mexer em seus cabelos, o como ela andava...parecia tão perfeito.
Era simples...simples mas especial. Especial como a flor, simples como ela.
Era isso!
Peguei minha florzinha cor-de-sol e corri atrás daqueles olhos, brilhantes, e passei a cantar toda aquela beleza.
Tudo começava a ter cor...
Olhava para o céu, agora azul, via o arco íris, com todas as cores
E olhava ao meu lado a pessoa para quem tinha acabado de dar um pedacinho do sol para fazer parte dela.
E essa pessoa era meu sol.
Naquele dia aprendi que todo verdadeiro amor tem como objeto um sol,
Que brilha como ninguém, que sempre está lá, intocável,
Que tem a maravilha e a simplicidade de uma margarida colhida da rua,
E que é único. Um único sol com um brilho interminável...
Capaz de tornar tudo um longo e feliz arco-íris.